terça-feira, 6 de setembro de 2011

ela #3



A tarde estava bonita, e o sol que espreitava no céu azul convidava a sair. Depois de uma chamada perdida e um par de mensagens, sentiu-se arremessada para o passado... Se calhar era a prova de que o tempo não apaga tudo, e se calhar não apaga mesmo nada. Ponderou, e foi. E foi bom perceber que ambos tinham crescido. E que nem ele era o príncipe encantado montado num cavalo branco, nem ela era a princesa de vestido às flores sentada num vão de escada. Mas apesar disso tudo, o brilho nos olhos mantinha-se lá. Os risos e os sorrisos sinceros, mesmo passado tanto tempo, ainda existiam. Já não diziam o mesmo, nem podia ser assim. Agora traziam histórias de 7 sóis e 7 mares. Sorrisos e lágrimas de vidas cheias que se voltam a encontrar. Saíra de casa com medo, mas voltou com um sorriso, daqueles que provam que há mesmo coisas que são eternas. E que, às vezes, o passado não é para enterrar num baú de recordações com um qualquer autocolante. E todo este tempo depois, daquele rapazola despenteado de outros tempos restava apenas o sorriso branco e o brilho nos olhos, e da menina bailarina tinham apenas ficado os caracóis despenteados e os olhos grandes. Mas, pensou ao chegar a casa, foi bom vê-lo e mostrar-lhe que o tempo já a tinha ajudado a tornar-se mulher...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

seriously

5 de Setembro, parece-me um bom dia para começar =)

sábado, 3 de setembro de 2011

Setembro & o tempo a passar


Acordei já tarde. Espreitei o telemóvel. E mais do que a mensagem por ler, os meus olhos pararam na data. 3 de Setembro. E durante todo o dia, por entre mais uns quantos pensamentos, aquele 3 insistiu em aparecer.
As férias já foram, já estão. O que havia para fazer, ou está feito ou já não se faz. Falta uma semana. E foi rápido, sim. Mas foi rápido porque foi intenso.
O início de mais um ano vai trazer muita coisa, já o adivinho. Mas como dizia há dias a um amigo, que eu permita que me traga coisas boas mas que consiga manter as coisas boas que agora já tenho.
Ando acelerada, como é meu costume. Com muitas coisas a acontecerem ao mesmo tempo, e com projectos sempre a começar. Mas estou serena, cá por dentro. E corro, sim; mas sei para onde. Posso não chegar hoje, nem no próximo ano. Mas quero chegar...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

organ damage

Acabei agora mesmo de ver o final da Season 7 da Anatomia de Grey. E (raios partam!) há mesmo coisas que me destroem.



There's a reason I said I'd be happy alone. It wasn't 'cause I thought I'd be happy alone. It was because I thought if I loved someone, and then it fell apart, I might not make it. It's easier to be alone. Because what if you learn that you need love? And then you don't have it? What if you like it? And lean on it? What if you shape your life around it? And then... it falls apart? Can you even survive that kind of pain? Losing love is like organ damage. It's like dying. The only difference is... death ends. This...? It could go on forever...

chase me

porque eu daqui já não saio

sábado, 27 de agosto de 2011

3rd Birthday

Já faz três anos que esta blog-aventura começou. Com mais ou menos regularidade na escrita, tornou-se um cantinho importante da minha vida. Obrigada a todos os que por aqui vão passando, e me ajudam a construir este espaço!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

JMJ - a primeira parte

A sementeira de Deus é sempre silenciosa, não aparece imediatamente nas estatísticas. (...) E ainda, certamente, muito se perde, não podemos dizer imediatamente: a partir de amanhã recomeça um grande crescimento da Igreja. Deus não age assim. Mas cresce em silêncio e muito. (...) E sobre este crescimento silencioso nós depositamos a confiança e estamos certos, embora as estatísticas não se pronunciem muito, de que a semente do Senhor realmente cresce e, para muitas pessoas, será o início de uma amizade com Deus e os outros, de uma universalidade do pensamento, de uma responsabilidade comum que deveras nos mostra que estes dias dão fruto.

Bento XVI, 18 Agosto, aos jornalistas durante a viagem para Madrid


Podia ter sido uma semana de férias com um punhado de amigos. Podia ter sido uma semaninha com um bom programa cultural, para conhecer uma das capitais da Europa. Podiam ter sido 7 dias de compras, de passeio e de descanso. Podia ter ficado num hotel com piscina, uma cama fofinha numa suite luxuosa com vista para a cidade, um buffet recheado e um spa com massagens e óleos. Podia ter sido uma semana para descobrir os melhores restaurantes, e degustar os melhores pratos. Podiam ter sido noites de barulho e folia, que acabassem só de manhã.

Não foi nada disto.

130 caras, entre as quais muitas eram novas. O ginásio de uma escola, recheado de sacos-cama. Duches de água fria. Calças de ganga e ténis. Uma multidão de jovens, a perder de vista. Uma cidade cheia, mas que ainda assim se deixa conhecer. Um saco de cartão ou de plástico, com um qualquer bocadillo ou uma ensalada. Uma colecção de noites mal dormidas. Umas olheiras até ao queixo. Um metro apinhado, de portugueses, italianos, espanhóis, americanos, britânicos, brasileiros, angolanos, alemães, franceses...

Foi assim que se pintou a JMJ.

Assim, e com a presença de Deus. O mesmo Deus que se faz presente numa qualquer Plaza, como a de Alcalá, numa terça-feira quente, e que nem todos vêem. O mesmo Deus que se faz presente naquela custódia gigante, quando quase tocavam as doze badaladas da meia noite e o cansaço se misturava com a expectativa da noite. O mesmo Deus que nos fala na alegria de quinze mil jovens de verde, e de uma mão cheia de bispos. Este Deus da perseverança, que se mostra na alegria daqueles que esperam o Seu melhor representante. Aquele Deus que, para ser igual a nós, morreu na cruz e nos deixou o exemplo da Sua paixão. O mesmo Deus que se revela no sorriso e na tranquilidade com que o sucessor de Pedro resiste a uma tempestade. Este Deus, capaz de unir um milhão e meio de jovens...


Tenho percebido que não se vive uma JMJ numa semana, nem se compreende algo assim instantaneamente. Trago de Madrid este sentido de responsabilidade comum de que nos fala o Papa. Trago a vontade de ser Cristã à séria. Trago um compromisso renovado com a Igreja. E trago a certeza de que quero fazer este caminho de Santidade. Ainda há muita coisa a bailar aqui dentro. Com silêncio, recolhimento e oração, aparecerão os frutos.