sábado, 27 de agosto de 2011

3rd Birthday

Já faz três anos que esta blog-aventura começou. Com mais ou menos regularidade na escrita, tornou-se um cantinho importante da minha vida. Obrigada a todos os que por aqui vão passando, e me ajudam a construir este espaço!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

JMJ - a primeira parte

A sementeira de Deus é sempre silenciosa, não aparece imediatamente nas estatísticas. (...) E ainda, certamente, muito se perde, não podemos dizer imediatamente: a partir de amanhã recomeça um grande crescimento da Igreja. Deus não age assim. Mas cresce em silêncio e muito. (...) E sobre este crescimento silencioso nós depositamos a confiança e estamos certos, embora as estatísticas não se pronunciem muito, de que a semente do Senhor realmente cresce e, para muitas pessoas, será o início de uma amizade com Deus e os outros, de uma universalidade do pensamento, de uma responsabilidade comum que deveras nos mostra que estes dias dão fruto.

Bento XVI, 18 Agosto, aos jornalistas durante a viagem para Madrid


Podia ter sido uma semana de férias com um punhado de amigos. Podia ter sido uma semaninha com um bom programa cultural, para conhecer uma das capitais da Europa. Podiam ter sido 7 dias de compras, de passeio e de descanso. Podia ter ficado num hotel com piscina, uma cama fofinha numa suite luxuosa com vista para a cidade, um buffet recheado e um spa com massagens e óleos. Podia ter sido uma semana para descobrir os melhores restaurantes, e degustar os melhores pratos. Podiam ter sido noites de barulho e folia, que acabassem só de manhã.

Não foi nada disto.

130 caras, entre as quais muitas eram novas. O ginásio de uma escola, recheado de sacos-cama. Duches de água fria. Calças de ganga e ténis. Uma multidão de jovens, a perder de vista. Uma cidade cheia, mas que ainda assim se deixa conhecer. Um saco de cartão ou de plástico, com um qualquer bocadillo ou uma ensalada. Uma colecção de noites mal dormidas. Umas olheiras até ao queixo. Um metro apinhado, de portugueses, italianos, espanhóis, americanos, britânicos, brasileiros, angolanos, alemães, franceses...

Foi assim que se pintou a JMJ.

Assim, e com a presença de Deus. O mesmo Deus que se faz presente numa qualquer Plaza, como a de Alcalá, numa terça-feira quente, e que nem todos vêem. O mesmo Deus que se faz presente naquela custódia gigante, quando quase tocavam as doze badaladas da meia noite e o cansaço se misturava com a expectativa da noite. O mesmo Deus que nos fala na alegria de quinze mil jovens de verde, e de uma mão cheia de bispos. Este Deus da perseverança, que se mostra na alegria daqueles que esperam o Seu melhor representante. Aquele Deus que, para ser igual a nós, morreu na cruz e nos deixou o exemplo da Sua paixão. O mesmo Deus que se revela no sorriso e na tranquilidade com que o sucessor de Pedro resiste a uma tempestade. Este Deus, capaz de unir um milhão e meio de jovens...


Tenho percebido que não se vive uma JMJ numa semana, nem se compreende algo assim instantaneamente. Trago de Madrid este sentido de responsabilidade comum de que nos fala o Papa. Trago a vontade de ser Cristã à séria. Trago um compromisso renovado com a Igreja. E trago a certeza de que quero fazer este caminho de Santidade. Ainda há muita coisa a bailar aqui dentro. Com silêncio, recolhimento e oração, aparecerão os frutos.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

aTreve-te, todos os dias

Confesso que tenho estado a tentar que as ideias assentem para escrever sobre isto. Mas já passaram tantos dias (quantos?! nem sei!), e nada assentou, portanto fogo à peça...



Houve de tudo. Levava na mala vontade de crescer, e de aprender. E levava também o meu ego grande grande, e a minha postura de quem sabe tudo. Ao longo da semana, tudo se foi moldando, a Ti. A primeira noite... E a última! E o caminho entre elas... (Ainda não consigo escrever sobre isto, acabei de perceber!)

Quando estamos demasiado cheios de nós, não há espaço para Deus. E mal de nós se estivermos cheios de nós e acharmos que estamos cheios de Ti!

Há coisas que se vivem. Que se tocam, e se sentem. Há coisas que não sabemos; sempre!

Encontrar-Te! Entre uma vida e outra. Entre uma porta que se abre e outra que se fecha. Entre alguém que responde mal, e alguém que precisa de conversar. Entre os olhos brilhantes de uma criança com um balão na mão, e o sorriso da experiência num rosto onde as rugas contam a história de uma vida cheia. Entre o silêncio da oração e os acordes de uma viola. Entre quem se deita no saco cama ao lado, e quem está longe mas perto em oração. Entre um serão com mais de 100 rostos, e uma casa com 20, e uma capela com 4. Na Palavra meditada e transformada em vida. E na Eucaristia... Encontrar-te...!

Perceber a grandeza do Amor de Deus assusta. Toca. Mexe e remexe a nossa vida. No silêncio, na escuta. E na meditação da Palavra.

E perceber que é possível Amar, assusta ainda mais! Mas apetece! Quando se conhece, também se quer Amar assim! Mesmo sabendo que é uma escolha de todos os dias. Mesmo sabendo que vamos cair.

Foi também uma semana de reconstruir relações. E de reconstruir amizades. Foi uma semana cheia.

Se isto se pudesse ver assim, diria que tinha o intestino nas pernas, o cérebro na barriga, e os gémeos na cabeça... Agora está tudo arrumado. E passo a passo o Amor há-de fazer tudo funcionar ainda melhor!


aTreve-te 2011

Estremoz


(mêmo assério?!)

sábado, 30 de julho de 2011

aTreve-te

É tarde, mas por aqui o sono ainda não chegou. Acordei tarde, e se calhar é isso que não me deixa dormir. Ou, se calhar, são outras tantas razões que também existem mas que não estão tão diante dos olhos quanto os ponteiros do relógio. Ali fora, ao abrir da porta do quarto, empilham-se os vultos de malas e sacos-cama. Cá dentro, vai-se arrumando a vontade de ir, ao lado das inquietações que assolam o espírito antes das aventuras. Pode ser bom, se eu quiser. Arrisco mais: pode ser bom, se eu deixar. Pode ser bom, e vai ser bom. E não estou longe nem perto, porque nestas Questões as distâncias não se medem; estou aqui, em Ti, como sempre. Mas não quero, simplesmente, deixar-me estar, deixar-me andar, deixar passar, ver fazer, ver viver. Não quero trocar as voltas (as minhas) e continuar a sussurrar ao meu ouvido que está certo e é por aqui.
É tarde, e o sono teima em não vir. São Paulo um dia encontrou-se com Cristo, e foi um encontro tão marcante que ele até mudou de nome! "Precisas de te converter..." Pode ser bom. Pode ser possível, se eu quiser. Se eu escolher, todos os dias, em todos os 'agoras'. E quando penso no que pode ser, percebo sempre que sou tão pequenina. E que, ainda assim, é com esta pequenez (apesar do meu ego e do meu mau feitio, que são grandes!) que me queres. É este pouco que sou que queres que seja todo para Ti. E eu, que me acho tão XPTO, preciso que me grites isto aos ouvidos e mesmo assim fico na mesma.
É tarde. E será mesmo? É agora, e o momento tem que ser este. E pode ser este, se eu quiser que seja, se eu deixar que seja. Não se pode ir alimentando um leão só porque se tem medo de o matar. Ou, às tantas, é o leão que nos mata.
Afinal, não e tarde...

(muito baixinho, misturada com o silêncio, ecoa uma voz: aTreve-te... aTreve-te... aTreve-te!)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

late in the night

agulha, linha e pedaços de almas...

e, assim, o preto pinta-se a muitas cores

quarta-feira, 13 de julho de 2011

de repente...

E eis que voltam as férias. O verão, o calor, o mar... E a vida que se faz de Setembro até Julho fica em stand-by.
Foi um ano grande.
De repente, olho para trás e vejo-me outra vez no fim de Setembro de 2010. De olhos fechados, parece que foi ontem. A chegada de tantos bichos que ainda não eram os meus. Mais tarde, a capa benzida. As noites regadas a sorrisos e outras bebidas. As gordas do Capítulo. E o trabalho que nunca parou durante aquele 1.º semestre que parecia não ter fim. Amores e desamores à mistura, e uma 'Promessa' feita. De repente, estou a entrar no DPSM. De repente, já estou na Medicina. E, entre uma higiene e outra, a TESESJD ganha um festival. Vem a Queima, e uma semana de festa quase já em jeito de despedida do 2.º ano que estava no fim. Num estalar de dedos, o caminho faz-se todos os dias para o Hospital da Misericórdia. A Feira, e o 320. E os amigos que se contam pelos dedos.
De repente já estou em Viana, com a garagem cheia de caixas e caixinhas porque a casa em Évora já está vazia, e ainda não há outra. De repente, cada um já está na sua casa, na sua vida de verão... De repente, Évora parece mais longe do que nunca, e as saudades daqueles que se foram escolhendo para todos os dias vão aparecendo. Ficaram o alentejano que um dia foi madeirense, e o ribatejano que canta o fado. E havemos de nos encontrar por aí!
E, eu sei, vai passar a correr. E também sei que quando voltar, com a capa colorida a emblemas de muitas cores, vai parecer que nunca saí da cidade do Templo. Verdade seja dita, quando voltarmos vai ser tudo diferente. O mano, a cunhada e mais um punhado de gente boa já são finalistas. A madrinha já vem de anel de curso no dedo, qual Enfermeira recém licenciada. E os bichos do 19.º já são Srs. Enfermeiros...
Será o que tiver que ser. O tempo passa a correr, de qualquer forma...
Deixo esta música, em jeito de recordação pelo ano que passou, e porque sei que marcará sempre este 2.º ano do caminho rumo à Enfermagem. E fica para aqueles que sempre se mantiveram, para aqueles de quem me fui afastando, para aqueles que conheci este ano, para aqueles de quem me aproximei... De uma forma ou de outra, todos marcam o meu caminho.


terça-feira, 21 de junho de 2011

a tua vida VS a vida dos outros



Às vezes a tua vida não te chega, não é isso?! Tenho percebido que não chega, não. Às vezes a tua vida é tão pouco, tão pouco, que não te chega...
Às vezes tu percebes que a tua vida pequenina é pouco para ti, que queres ser grande.
E então, se queres ser grande por ti mesmo, fazes da tua vida uma vida com mais valor, cresces, procuras-te, encontras-te, trabalhas, choras, ris, lutas, arranhas-te, cais... e cresces!
Ou então, se queres uma vida grande porque os outros têm uma vida como tu queres, falas da vida dos outros, esses outros das vidas grandes, esses outros das vidas que não são perfeitas, esses outros que são felizes para além das pequenas imperfeições da tua vida.
E, às vezes, quanto mais olhas para as vidas dos outros, menos a tua vida te chega. Quanto mais te achas grande no espelho, mais pequenino te vais tornando. E, às vezes, tornas-te em nada. Tu, que podias ser tudo, que podias ser tão grande, que podias ser o que quisesses, tornas-te em nada!