quinta-feira, 21 de julho de 2011

late in the night

agulha, linha e pedaços de almas...

e, assim, o preto pinta-se a muitas cores

quarta-feira, 13 de julho de 2011

de repente...

E eis que voltam as férias. O verão, o calor, o mar... E a vida que se faz de Setembro até Julho fica em stand-by.
Foi um ano grande.
De repente, olho para trás e vejo-me outra vez no fim de Setembro de 2010. De olhos fechados, parece que foi ontem. A chegada de tantos bichos que ainda não eram os meus. Mais tarde, a capa benzida. As noites regadas a sorrisos e outras bebidas. As gordas do Capítulo. E o trabalho que nunca parou durante aquele 1.º semestre que parecia não ter fim. Amores e desamores à mistura, e uma 'Promessa' feita. De repente, estou a entrar no DPSM. De repente, já estou na Medicina. E, entre uma higiene e outra, a TESESJD ganha um festival. Vem a Queima, e uma semana de festa quase já em jeito de despedida do 2.º ano que estava no fim. Num estalar de dedos, o caminho faz-se todos os dias para o Hospital da Misericórdia. A Feira, e o 320. E os amigos que se contam pelos dedos.
De repente já estou em Viana, com a garagem cheia de caixas e caixinhas porque a casa em Évora já está vazia, e ainda não há outra. De repente, cada um já está na sua casa, na sua vida de verão... De repente, Évora parece mais longe do que nunca, e as saudades daqueles que se foram escolhendo para todos os dias vão aparecendo. Ficaram o alentejano que um dia foi madeirense, e o ribatejano que canta o fado. E havemos de nos encontrar por aí!
E, eu sei, vai passar a correr. E também sei que quando voltar, com a capa colorida a emblemas de muitas cores, vai parecer que nunca saí da cidade do Templo. Verdade seja dita, quando voltarmos vai ser tudo diferente. O mano, a cunhada e mais um punhado de gente boa já são finalistas. A madrinha já vem de anel de curso no dedo, qual Enfermeira recém licenciada. E os bichos do 19.º já são Srs. Enfermeiros...
Será o que tiver que ser. O tempo passa a correr, de qualquer forma...
Deixo esta música, em jeito de recordação pelo ano que passou, e porque sei que marcará sempre este 2.º ano do caminho rumo à Enfermagem. E fica para aqueles que sempre se mantiveram, para aqueles de quem me fui afastando, para aqueles que conheci este ano, para aqueles de quem me aproximei... De uma forma ou de outra, todos marcam o meu caminho.


terça-feira, 21 de junho de 2011

a tua vida VS a vida dos outros



Às vezes a tua vida não te chega, não é isso?! Tenho percebido que não chega, não. Às vezes a tua vida é tão pouco, tão pouco, que não te chega...
Às vezes tu percebes que a tua vida pequenina é pouco para ti, que queres ser grande.
E então, se queres ser grande por ti mesmo, fazes da tua vida uma vida com mais valor, cresces, procuras-te, encontras-te, trabalhas, choras, ris, lutas, arranhas-te, cais... e cresces!
Ou então, se queres uma vida grande porque os outros têm uma vida como tu queres, falas da vida dos outros, esses outros das vidas grandes, esses outros das vidas que não são perfeitas, esses outros que são felizes para além das pequenas imperfeições da tua vida.
E, às vezes, quanto mais olhas para as vidas dos outros, menos a tua vida te chega. Quanto mais te achas grande no espelho, mais pequenino te vais tornando. E, às vezes, tornas-te em nada. Tu, que podias ser tudo, que podias ser tão grande, que podias ser o que quisesses, tornas-te em nada!

sábado, 28 de maio de 2011

perseverança (e outros caminhos)



Tenho pensado nisto, e tenho rezado isto.

"Invocai-O enquanto está perto".

O meu avô A. sempre me disse que não adianta começarmos a poupar dinheiro quando não temos. Com estas coisas de Deus, há-de ser qualquer coisa parecida. Não posso querer manter o Pai na minha vida quando já O expulsei há um par de meses...!

Tem sido bom este caminho diário, que recomecei. Esta aventura da persistência, da procura deste Deus 'escondido' em cada recanto onde se mexe a Vida. Tem sido uma aventura, esta tentativa de Te conhecer cada dia, de Te descobrir os caminhos a cada amanhecer. Tem sido uma aventura, esta de travar o mundo que teima em rodar acelerado, para Te ver nos intervalos dos segundos que correm, e para Te tocar nas vidas que tocam a minha Vida (com letra maiúscula, porque é Tua). Tem sido uma aventura, esta de me descobrir a buscar-Te onde não era esperado.

E tem sido bom, tão bom, saber-Te perto, sentir-Te perto, ter-Te perto...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

morango & cachaça

Quando a companhia é boa, as noites sabem sempre bem.


E cada vez mais me convenço que aquilo que nos constrói realmente não são os momentos mega-rápidos que vivemos, mas os gestos pequenos de um dia-a-dia que se vai partilhando. E tantas vezes (tantas quantas a nossa vontade!) o longe faz-se perto, e as vidas que andavam distante cruzam-se com sorrisos e abraços. Vale a pena, nem que seja só por uma noite, voltar a viver na companhia de quem nos conhece; e vale a pena, nem que seja só por uma noite, voltar a juntar aquelas quatro ou cinco ou seis ou sete vidas, que se vão conhecendo tão bem...


Lá em cima, no quarto, tenho a mala vazia em cima da cama, os livros na mesa de cabeceira, a viola fora do saco, e uma pilha grande de roupa para arrumar. A mala está por fazer, e a minha vontade de ir embora também ainda não apareceu. Acho que é, sobretudo, medo de voltar ao "homem velho". Medo de sair do meu espaço confortável e voltar a brincar com os leões e com o fogo. Medo de fazer isto tudo mas, desta vez, não me magoar, não me deixar atropelar. Medo de não conseguir permanecer... permanecer perto...



quinta-feira, 21 de abril de 2011

cheia


E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do sol. (Eclesiastes 2, 11)


De um jarro vazio não se pode tirar água.
Um rio seco já não tem peixes.
Um quarto escuro não tem nada para ver.
Uma árvore morta não pode dar frutos.

Encontrar sentido para a corrida que é a minha vida não é fácil nem difícil: é preciso. É preciso que eu saiba para onde corro. As razões podem ser as mais variadas. As melhores, ou as piores. A corrida pode ser fácil, ou difícil. E a dificuldade depende também da minha meta.
É preciso que a minha meta me encha; me faça correr mesmo quando penso que já não consigo; me levante da lama quando caio no caminho; me dê oxigénio quando o cansaço chegar; me dê coragem para não ceder àqueles que correm em sentido contrário e me querem arrastar e demover; me acelere o passo quando me encontrar com aqueles que me querem fazer andar em vez de correr.
Estar a meio gás não chega. Desistir não pode ser para mim. Ficar na lama e habituar-me a ela não é opção. Cansar-me não é desculpa. Não defender o motivo por que vivo é cobardia. E andar, em vez de correr, é ir aos mínimos.
E eu não sou de mínimos, nem quero ser.
ConTigo, quero o máximo.
Quero a vida, da Tua Vida.

sábado, 16 de abril de 2011

accidentally in love



Well maybe I'm in love
Think about it every time I think about it
Can't stop thinking 'bout it