
Felicidade, s. f. (do Latim felicitate). Qualidade ou estado de quem é feliz. Ventura; boa fortuna; sorte. Êxito. Contentamento.
sábado, 28 de maio de 2011
perseverança (e outros caminhos)

segunda-feira, 25 de abril de 2011
morango & cachaça
Quando a companhia é boa, as noites sabem sempre bem.
E cada vez mais me convenço que aquilo que nos constrói realmente não são os momentos mega-rápidos que vivemos, mas os gestos pequenos de um dia-a-dia que se vai partilhando. E tantas vezes (tantas quantas a nossa vontade!) o longe faz-se perto, e as vidas que andavam distante cruzam-se com sorrisos e abraços. Vale a pena, nem que seja só por uma noite, voltar a viver na companhia de quem nos conhece; e vale a pena, nem que seja só por uma noite, voltar a juntar aquelas quatro ou cinco ou seis ou sete vidas, que se vão conhecendo tão bem...
Lá em cima, no quarto, tenho a mala vazia em cima da cama, os livros na mesa de cabeceira, a viola fora do saco, e uma pilha grande de roupa para arrumar. A mala está por fazer, e a minha vontade de ir embora também ainda não apareceu. Acho que é, sobretudo, medo de voltar ao "homem velho". Medo de sair do meu espaço confortável e voltar a brincar com os leões e com o fogo. Medo de fazer isto tudo mas, desta vez, não me magoar, não me deixar atropelar. Medo de não conseguir permanecer... permanecer perto...
quinta-feira, 21 de abril de 2011
cheia

E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do sol. (Eclesiastes 2, 11)
De um jarro vazio não se pode tirar água.
Um rio seco já não tem peixes.
Um quarto escuro não tem nada para ver.
Uma árvore morta não pode dar frutos.
Encontrar sentido para a corrida que é a minha vida não é fácil nem difícil: é preciso. É preciso que eu saiba para onde corro. As razões podem ser as mais variadas. As melhores, ou as piores. A corrida pode ser fácil, ou difícil. E a dificuldade depende também da minha meta.
É preciso que a minha meta me encha; me faça correr mesmo quando penso que já não consigo; me levante da lama quando caio no caminho; me dê oxigénio quando o cansaço chegar; me dê coragem para não ceder àqueles que correm em sentido contrário e me querem arrastar e demover; me acelere o passo quando me encontrar com aqueles que me querem fazer andar em vez de correr.
Estar a meio gás não chega. Desistir não pode ser para mim. Ficar na lama e habituar-me a ela não é opção. Cansar-me não é desculpa. Não defender o motivo por que vivo é cobardia. E andar, em vez de correr, é ir aos mínimos.
E eu não sou de mínimos, nem quero ser.
ConTigo, quero o máximo.
Quero a vida, da Tua Vida.
sábado, 16 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
de olhos fechados não se vê o futuro
Podia, se assim quisesse, ser feliz de olhos fechados. Como tu. Nos teus sonhos, quando voas de asas abertas ao pôr do sol de mão dada com o céu azul, és tão feliz! Nos teus sonhos, quando nadas no oceano quente e aconchegante ao lado de peixes de mil cores, és tão feliz! Nos teus sonhos, naqueles em que vives rodeada daqueles que amas, e nos quais não existe mais ninguém para além deles, és tão feliz! E nos teus sonhos, naqueles sonhos em que mexes os dedos como quem mexe em fantoches, e pintas com as tuas cores os sonhos daqueles que também já fizeste dormir, és mesmo feliz! Mas isto é pouco, caramba. E pergunto-me muitas vezes se vives nos sonhos, porque não quero sequer sonhar que não percebas que a vida que se vive de olhos abertos não é feita de nuvens brancas, céu azul e casinhas de bonecas com telhados de gomas e janelas de chocolate. Não quero sequer sonhar que não percebas que, para além de sonhares de vez em quando, convém que vivas. E convém que vivas decentemente, sem medir quanto é que lucras com cada lágrima ou cada sorriso, cada abraço e cada beijo. Porque há coisas que, simplesmente, não têm preço. Como os sonhos, lá está, que tu conheces tão bem. sábado, 2 de abril de 2011
de tempos a tempos
